segunda-feira, 24 de maio de 2010

Re: FUNDAÇÃO OFICIAL DA RREMAS




ÀS LIDERANÇAS RELIGIOSAS DO SUBURBIO E ADJACÊNCIAS

Salvador/Ba

assunto: OFICIALIZAÇÃO DA RREMAS

 

Estimada Liderança Religiosa, Irmãs e irmãos no Axé,

 

            Ao cumprimentar-lhe manifestamos votos de saúde e vida longa e pedimos sua Benção;

Estamos vivendo dias muito assustadores: terreiros invadidos por traficantes, líderes religiosos sendo assassinados, manifestações de intolerância religiosa por parte de neo-pentecostais; a nossa juventude sendo exterminada por bala ou por droga e como se não bastasse precisamos estar organizados enquanto segmento religioso para exigir do Estado que as leis sejam cumpridas a  nosso favor.

 

O positivo disto é que podemos trilhar um novo caminho para o Povo de Terreiro, onde junto com outras Centrais Religiosas (ACBANTU, ACOMA, CEN, FENACAB, AFA, NAFRO-PM, SIOBÁ e outras) _ como tem sido as Caminhadas contra a intolerância, a exemplo da que realizamos em 8 de novembro passado em PARIPE _ possamos dar as mãos para nos tornar mais fortes, para sermos UM CÔRO DE VOZES diante da Sociedade e contra os problemas que geram para nós; assim como possamos nos fortalecer também em Seminários e grandes encontros que discutam assuntos do nosso interesse para o nosso crescimento e elevação espiritual, que vão se somar ao que já recebemos de Axé, de Nguzu, em nossas Roças..

Portanto, desejamos INFORMAR a Vossa Senhoria e a sua Casa que no próximo dia 29 de maio, das 8hs ás 11h30hs (manhã), estaremos finalmente oficializando a existência desta Rede Religiosa, aprovando o regimento interno  anexado a esta carta, escolhendo a 1ª Diretoria e listando algumas das ações que poderemos desenvolver ainda este ano.

 

Contamos com sua presença ou de representante,

 

Que os Caboclos, Orixás, Voduns e Inquices,

protejam e abençoem a todas e todos de sua Casa

Lembrete:

O quê – Reunião de FUNDAÇÃO OFICIAL DA RREMAS;

Quando – 29 de MAIO, (um SÁBADO) das  8h00 da MANHA ás 11h30;

     Onde – Ilê Axé Ogodo Olonan – Casa de Bebete de Xangô

                        Rua rio Madeira,247, Itacaranha -  3398-3093


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Convite pessoal de Valdo Lumumba

Se você não conhece Valdo Lumumba, ignore esta mensagem de email.
Se você não pode clicar nos links, clique em « Mostrar conteúdo » e tente novamente.
Convite pessoal de Valdo Lumumba
Olá,



Imagine que um dia eu mudo de endereço de email... e que automaticamente, sem que eu precise lhe informar, meu novo endereço aparece em seu caderno de endereços! Isto agora já é possível!

Unyk é uma ferramenta extremamente eficaz que lhe permite gerenciar seus contatos com segurança e uma facilidade nunca vista.

Assim que um dos seus contatos faz uma mudança nos dados dele(a), seu caderno de endereços se atualiza automaticamente. E vice-versa. De agora em diante, com o Unyk, os únicos dados que você precisa atualizar são os seus.

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Valdo Lumumba
UNYK : PNF 362
UNYK, o primeiro caderno de endereços inteligente que se atualiza sozinho!
Não responda diretamente a esta mensagem. Caso você tenha perguntas ou dúvidas, por favor, entre em contato conosco: http://unyk.com/pt/Entre-em-contato-conosco
UNYK Inc., 1010 de Serigny, bureau 820, Longueuil, QC, J4K 5G7, Canada.

Não quero mais receber nenhum convite para utilizar UNYK da parte de Valdo Lumumba: cancelar minha inscrição

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fwd: : Diga que é filho de Oxalá - Jaime Sodré



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Walter Rui Pinheiro <okurindudu@gmail.com>
Data: 11 de maio de 2010 12:10
Assunto: Fwd: : Diga que é filho de Oxalá - Jaime Sodré
Para: Lugana Olaiá Santos Pinheiro <luganaolaia@hotmail.com>, iuripinheiro@gmail.com, jvteixeira_5@hotmail.com








Diga que é filho de Oxalá
o texto esta no link http://cenbrasil.blogspot.com/2010/04/diga-que-e-filho-de-oxala.html

Posted In: CENSO 2010  , Notícias  , Projetos e Ações  , Religiões de Matriz Africana  . By Y.Valentim

Publicado em A Tarde 15/04/2010

Jaime Sodré

Professor universitário, mestre em História da Arte, doutorando em História Social

sodre@atarde.com.br  não e o sim têm as suas razõeshistóricas.

Não se trata de uma simples concordância ou uma rejeição ao sabor da vontade pessoal ou coletiva, desprovida de conteúdos significativos, mas das ações de forças poderosas, construtoras dos fatos, como resultado das relações e tensões densas ou harmônicas dos atores sociais. Assim, o nosso imperador mandou "dizer ao povo que fico", num episódio de afirmação, ou seja, o sim, que entrou para a história como o Dia do Fico. Mas Pedro, o outro, no episódio bíblico negou Cristo, não só uma vez, e sim nas reiteradas "três vezes". Negar é dizer não.

Motivações não lhe faltariam? Não cabe aqui julgá-lo.

Nos episódios revolucionários, em defesa dos seus pescoços, provavelmente silenciando ideias verdadeiramente nobres, inconfidentes baianos ou mineiros disseram não, mas a Coroa disse sim à execução de alguns dos nossos heróis. Maria Quitéria negou a sua condição feminina, transitória em farda masculina, no desejo de servir ao imperador. Os tentáculos da opressão operam milagres nefastos, cruéis, e muitos, sobre este espectro do ódio, da dor e da perseguição, na tortura, enfim, disseram não ou talvez sim? Caetano cantou "é proibido proibir" dizendo que a "mãe da virgem diz que não".

Mas o que pode soar como uma inoportuna "lenga-lenga" justifica-se para abordar o que segue. De há muito o corpo religioso do segmento de matriz africana escondia-se em um "não", e para um exercício razoável dos rituais sagrados do candomblé, buscava-se o "sim", a possível realização, ocultando-se no "sincretismo", um disfarce em tempos opressores.

Mais tarde, embora o Estado dissesse não, em uma ação de perseguição inolvidável, invadindo templos, o "sim", ou seja, o exercício dos rituais litúrgicos só se fazia mediante autorização policial. A campanha depreciativa, sistemática, contra o candomblé, impondo-lhe proximidade com a barbárie e a feitiçaria, fizera muitos negarem sua vinculação religiosa de base africana, a sua filiação legítima.

Presenciei, em tempos de outrora, veneráveis personalidades do povo-de-santo não exibindo as suas contas sacrossantas por temer censura ou embaraços. Não seria incomum neste contexto histórico que muitos se afirmassem católicos. Mas, afinal, o dia da assunção plena, dizendo "alto e bom som" a sua verdadeira convicção religiosa, chegara.

Reunidos no Teatro Gláucio Gil, coordenada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e pela Superintendência de Direitos Humanos Coletivos e Difusos (Superdir), foi lançada a campanha "Quem é de Axé diz que é!" Razões históricas amparam esta iniciativa, mas, muito além do lançamento desta campanha, fora assinado um convênio entre a Superdir e a Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Seppir) que objetiva a criação do Centro de Referência de Enfrentamento à Intolerância Religiosa e a Promoção dos Direitos Humanos e do termo de compromisso para catalogação das peças religiosas de matriz africana que foram aprisionadas entre os anos 30 e 40, principalmente.

O lançamento da campanha foi comemorado com alegria, um grupo de ialorixás e babalorixás presentes vibrou em cortejo.

Creio que para o coordenador geral do CEN, e demais nobres fiéis realizadores e colaboradores, o momento é de grande e ampla divulgação, por isso, sirvo-me deste espaço para dar "a boa nova".

Chegou o momento de o "sim" vencer o "não", o momento de assumir, sem receio, o que a lei e a fé nos permitem. Deste modo, quando o rapaz ou a moça do IBGE bater na sua porta, receba-o bem, com educação; dê-lhe água fresquinha, pois a sua tarefa é árdua; sirva-lhe um cafezinho, feito na hora; quem sabe, biscoitos, banana frita ou acarajé e abará.

Mande-o sentar, e ao ser perguntado sobre a sua religião, não tema, diga e repita, para que ouça bem e com cslareza: "Meu nego, eu sou filho de Oxalá". "Minha filha, eu sou do candomblé, sou do Axé, e você? Anote aí. Que ele mesmo te proteja e te livre das horas más. Vá na paz de Oxalá. Que ele mesmo abençoe a você e todos os seus, lembrança, e apareça! Mas aproveite também para participar, caso o seu tempo permita, dos grupos de gestão do Censo. Há inclusive, a possibilidade de responder no próprio site do IBGE".

Quando o IBGE perguntar sobre sua religião, diga com clareza: "Eu sou do candomblé, sou do Axé!



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atenciosamente

Walter Rui



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