quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ao SUFOCAR PALMARES E depois CANUDOS, O RIO FOI CRIADO

Ao SUFOCAR PALMARES E depois CANUDOS, O RIO FOI CRIADO

Assistindo ao noticiário, lendo nas narrativas telejornalisticas a "satisfação" e "aprovação" anunciada como verdadeiramente popular, refleti sobre quem estava sendo encurralado... Quem são aquelas pessoas? Algumas das senas, que repetidas vezes foram ao ar, me pareciam como "ratos', fugindo de um navio afundando. Fiquei muito triste!

Conversando com uma velha amiga, ela me contava de uma sena que ela assistiu esses dias, onde um preso que recebeu um salvo conduto e que foi pego assaltando e, portanto recolhido novamente e que disse pro repórter: "eles me deram salvo conduto, mas eu ia fazer o quê aqui fora? Nada tinha pra eu fazer, então só podia roubar de novo!" E acrescentou: "Mas os verdadeiros ladrões estão ai de terno e gravata, mas ninguém prende!". Aliás, podemos completar a esta lógica apresentada pelo "meliante" um questionamento: onde estão os assassinos do Índio Galdino (filhinhos "brancos" das Elites).

Meus Deuses!!!

Fico a pensar: porque o sistema carcerário brasileiro não é projetado para recuperação dos detentos.? Mas sei a resposta: quem se preocupa com os pretos? Quem quer salvar os pretos? Para que gastar dinheiro se matar é muito mais barato. Recordo sempre de uma frase que ouvi da Profª Dra Vilma Reis e do Militante e OMORIXÁ Hamilton Borges: "a sociedade Brasileira é acostumada a matar negros". O pior é que olhando a história não se pode discordar dessa tragédia, infelizmente, o processo de escravização do africano deixou também esta seqüela,  que é um dos desdobramentos do RACISMO. Queria que não fosse assim, mas observe: em que medida, a morte, por mais brutal ou "injusta" que seja de uma criança negra, uma jovenzinha negra, uma mulher negra, ou um rapazote negro, comove o Brasil. Eu poderia desfilar aqui "n" exemplos que se quer repercutiu mais de 3 dias. Mas quero me ater a outro fato: uma resposta aos olhos do mundo precisava ser dada à situação de "ousadia" do crime anunciado como "organizado", afinal 2014 está próximo, 2016 na seqüência. Concordo que algo precisava ser feito! Mas, cá dê as alternativas, cá dê os mutirões de justiça? Cá dê a superação do ócio nocivo nas prisões? Cá dê o incentivo pesado, EM BILHÕES DE REAIS ao esporte nas escolas públicas? Cá dê?   O projeto Brizzolista de Escola em tempo integral (CIEEPs), por que não foi adotado como Política Nacional de Estado para combater a marginalidade potencializada pelo ÓCIO NOCIVO da juventude das periferias em todos os Estados brasileiros?  

O Brasil passa por um momento potencial que não é possível perder: a presidente eleita (Dilma) anunciou em campanha que muito investirá em Educação; a COPA do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016.  São elementos que se combinam para uma solução não beligerante do Poder Público frente a "criminalidade" para o futuro próximo da  Nação, mas muito antes para o futuro da Juventude deste país, que por sinal é um importante segmento desta nação .

Uma emissora de TV exibiu reportagem sobre escolas com alto índice de violência, onde professores e demais profissionais de Educação têm dificuldade de produzir um trabalho que cumpra o papel pedagógico esperado. Coincidiu que semana passada próxima visitei uma escola de ensino fundamental em Camaçari, município da Região Metropolitana de Salvador, a convite de uma Professora amiga, e vi ali comportamentos  por parte dos alunos que cabiam perfeitamente na matéria jornalística citada. Na oportunidade de minha visita, comentei com algumas das professoras, que na verdade elas eram "bombeiras", fazendo uma alusão aos profissionais que apagam incêndio; já que é público e notório que a escola pública  não esta equipada para o enfrentamento a realidade  a muito experimentada pelos centros urbanos; como educador, identifico a necessidade de que a nova escola publica, visando 2016, além de uma infra-estrutura que contemple variadas modalidades esportivas e artes cênicas, o investimento em profissionais de Psicologia e Assistência Social, precisa ser acrescido á equipe pedagógica. Precisa acontecer um esforço conjunto entre Secretarias de Governo (no caso da Bahia - Educação, SEDES, SEPROMI, SETRE), para que possam ser conjugadas ações que atinjam as famílias dos estudantes  nos mais diversos aspectos, que cada uma dessas secretarias cuida.

Por fim, qual a relação do que foi exposto nesta reflexão até aqui, com o título anunciado?

É simples: os jovens negros, das periferias, que são assassinados todos os dias, cujas as estatísticas vencem para a mortandade de  várias das guerras que o mundo assistiu na última década, são descendentes daqueles povos (dos Quilombos  e  de "Canudos". Canudos, que aliás, ao ser "aniquilado" pelo governo brasileiro, no final do século 19, rendeu como prêmio  aos soldados-mercenários, terrenos nos morros cariocas; diga-se  de passagem também espaços desassistidos desde cedo pelo poder público). Descendentes, seja do ponto de vista biológico, seja do ponto vista metafórico, que o Estado brasileiro depois de ter "chupado" o sangue dos seus "avós" durante quase 350 anos, os abandonou à própria sorte; estamos vivendo  as  conseqüências deste fato histórico. De saída isso denuncia uma dívida com este segmento, maioria da população e, justifica todos os investimentos que possam ser realizados, para que se evite a perpetuação do genocídio já em curso, por quaisquer que sejam os álibis utilizados. Ontem foi a "vadiagem", hoje é "o tráfico".

 

Valdo Lumumba

Religioso de Matriz Africana

Educador/ Cientista Social / Consultor

 



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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Invasão da Roça do Ventura e Luta contra a Intolerância Religiosa

Em 15 de novembro de 2010 08:04, Lumumba Lumumba <valdolumumba21@gmail.com> escreveu:


From: regina.martinelli@terra.com.br
To: carlosaamorim@uol.com.br
Subject: Invasão da Roça do Ventura e Luta contra a Intolerância Religiosa
Date: Sat, 13 Nov 2010 19:49:08 -0200

Caros colegas e amigos,

Seguem algumas fotos tiradas hoje com Edvaldo de Jesus Conceição, Presidente da Sociedade Civil do Terreiro Seja Hundê (Roça do Ventura, Cachoeira), atestando os danos causados pelo invasor e o ritmo da construção ilícita erguida, em total e flagrante desrespeito do embargo do IPHAN e do IBAMA.

Entre as 06 fotos enviadas, uma é do riacho que abastece o terreiro, para contrapor a beleza do espaço sagrado à feiura revoltante da destruição e do "empreendimento" promovidos pelo invasor.

Na próxima quinta-feira, dia 18 de novembro, às 19h30, abrirei a Sessão Especial da Câmara de Vereadores da Cachoeira em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, proferindo uma palestra sobre "Religião e Intolerância Religiosa". O caso da Roça do Ventura será tratado nesta ocasião.

Enfim, na próxima-sexta-feira, dia 19 de novembro, às 16 horas, uma marcha contra a Intolerância Religiosa sairá do CAHL da UFRB (Quarteirão Leite Alves, Cachoeira), reunindo povo-de-santo, defensores da liberdade religiosa e militantes de várias tendências ideológicas.

Abraços,

Xavier Vatin

Cidadão Cachoeirano

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Q

sábado, 25 de setembro de 2010

CEGOS PELA "BRANCURA"-RACISTAS E INCOMPETENTES!

NUMA CIDADE COM 85% DE NEGROS E NEGRAS
SALÃO DE BELEZA NEGA-SE A CORTAR CABELO DE CRIANÇA NEGRA


Funcionários do "Salão Fascínio", localizado no andar térreo do
Shopping Itaigara, em Salvador, recusaram-se hoje, dia 23 de setembro,
a cortar o cabelo de uma criança negra, de seis anos, recomendando a
mãe que "passasse a máquina", pois aquele cabelo "não dava para ser
cortado, nem desembaraçado". A mãe da criança, a jornalista Márcia Guena, acusou os funcionários e a dona do salão de racismo e logo procurou a administração do shopping para formalizar a denúncia. Neste caso configura-se um duplo crime por tratar-se de racismo e de violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por expor uma
criança a uma situação vexatória.

Acompanhado da mãe, o menino M.S.G.S.O. entrou no salão por volta das 18:30, do dia 23 de setembro, quando Guena solicitou ao único funcionário homem do salão, para quem foi indicada pela atendente Selma (a qual foi identificada como dona do salão), um corte estilo "black", mas não muito alto. O funcionário então respondeu que para "aquele cabelo" só dava para "passar a máquina". A mãe então disse: "eu não solicitei que passem a máquina, mas que cortem o cabelo do meu filho. Eu já indiquei o corte que desejo". O atendente repetiu: "só dá pra passar a máquina". Guena retirou a criança da cadeira e saiu imediatamente do salão para não expor a criança a uma discussão motivada pelo racismo explícito. Mas diante da violência cometida
contra a criança, que foi exposta a uma situação vexatória, e a recusa de cortar o cabelo de um negro, a mãe voltou com a finalidade de procurar a gerente e formalizar a denúncia de racismo.

Ao retornar, Guena disse para Selma que a recusa em cortar o cabelo de seu filho configurava-se racismo, um crime inafiançável e que iria formalizar a denúncia junto ao Ministério Público. Selma, identificada como Maria Tavares de Oliveira, contestou dizendo que a mãe estava errada e que seus funcionários disseram que não sabiam cortar o cabelo da criança e que seria muito difícil desembaraçá-lo. Por isso, só poderiam passar a máquina, insistindo na resposta inicial do funcionário.

A mãe retirou-se do local e procurou a administração do Shopping. Guena foi recebida por Alda, que se identificou como administradora, e reconheceu a gravidade do problema, confirmando tratar-se sim de uma situação de racismo. Imediatamente ligou para Selma (Maria Tavares Oliveira) reclamando da forma como foi realizado o atendimento.


> > CONTATOS:
> > Márcia Guena (mãe) – 8788 9991
> > Aspri (pai) – 8876 4445
> > Alda (administradora do shopping Itaigara) 99812452 ou 32708900
> > Salão Fascínio – Selma (Maria Tavares de Oliveira)


> > Márcia Guena
> > (71) 8788 9991
> >

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Censo 2010: Quem é de axé, diz que é!

POR FAVOR, SÓ PRECISAMOS CORRIGIR UMA COISA: O TERMO "ADEPTOS" E "ADEPTAS". SOMOS RELIGIOSOS E RELIGIOSAS E PRONTO!
Valdo Lumumba
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Lucia Pires Pires <luciasocialomodara@hotmail.com>
Data: 22 de julho de 2010 13:14
Assunto: FW: Censo 2010: Quem é de axé, diz que é!






Prezados amigos ( as ) e colaboradores ( as )

Vamos divulgar para que todos entendam.

Um grande abraço,

Penha Lúcia Pires




Censo 2010: Sou negro e sou de Axé!


No próximo mês de agosto, a população brasileira dos 5.565 municípios estará recebendo recenseadores e recenseadoras para o levantamento demográfico que desde o primeiro censo, em 1872, com 643 municípios, se mostrou como importante fonte de dados.
Sabemos do valor das informações coletadas para acompanhar o crescimento, a distribuição geográfica e a evolução das características da população e como elementos importantes para definição de políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal, bem como para a tomada de decisões na iniciativa privada, incluindo, atualmente (para algumas), as ações de responsabilidade social.
Foi no censo de 1872 que, pela primeira vez, o conjunto da população era compreendido oficialmente em termos raciais, base para o estabelecimento de novas diferenças entre os grupos sociais. Diferenças ainda longe das concepções hierarquizantes e poligenistas que se acercariam da noção de raça, anos mais tarde.
Naquele momento, tratava-se de conhecer uma população de ex-escravizados que começava a exceder cada vez mais o número dos ainda escravizados. E esta diferença era possível na medida em que a instituição escravista tinha perdido a legitimidade devido à ação de grupos abolicionistas ou mesmo por meio das consequências da abolição do tráfico (1850) ou das leis posteriores que prometiam, apesar de gradual, a abolição da escravidão: a lei do ventre livre (1871), depois a lei dos sexagenários (1885), seguida da proibição dos açoites (1886) .
É muito importante anotar que a noção de "cor", herdada do período colonial, não designava, preferencialmente, matrizes de pigmentação ou níveis diferentes de mestiçagem, mas buscava definir lugares sociais, nos quais etnia e condição social estavam indissociavelmente ligadas.
O novo Movimento Negro, surgido nos anos 1970, enfrentou a falácia da "democracia racial" entendendo que a o quesito "cor" era determinante do lugar social da população negra. Esse conhecimento, sustentado por militantes e pensadores na área das ciências humanas e sociais (incluindo a economia e a estatística), levou a uma campanha, em nível nacional, para o censo de 1991: "Não deixe sua cor passar em branco".
Se fizermos uma breve retrospectiva do quesito "raça" / "cor" nos censos do País, não é difícil compreender a necessidade dessa campanha por parte do Movimento Negro:
1 - o quesito "raça" foi pesquisado nos censos de 1872 e de 1890;
2 - foi suprimido em 1900 e 1920;
3 - o quesito retorna em 1940, sob o rótulo de "cor";
4 - em 1970, o questionário não contemplou o quesito "cor";
5 - em 1980, o quesito volta a aparecer;
6 - em 1991 o quesito "cor" está presente, incorporando a (nova) categoria "indígenas e amarelos";
7 - o censo de 2000 admitiu "raça e cor" como sinônimos, compondo uma única categoria ("cor ou raça").
A força da campanha do Movimento Negro tinha ainda maior razão! Além da invisibilidade da população negra, pela falácia da "democracia racial", o quesito "cor", respondido apenas no Questionário Amostra, tangenciava uma população já impregnada pelo não lugar do ser negro, colocado sempre no lugar de 2ª classe!
"Não deixe sua cor passar em branco!" cobriu o censo de 1991 e foi reprisada no censo de 2000, com o objetivo de sensibilizar os negros e seus descendentes para assumirem sua identidade histórica insistentemente negada; ao mesmo tempo em que era um alerta para a manipulação da identidade étnico-racial dos negros brasileiros em virtude de uma miscigenação que se constitui num instrumento eficaz de embranquecimento do país por meio da instituição de uma hierarquia cromática e de fenótipos que têm na base o negro retinto e no topo o ''branco da terra'', oferecendo aos intermediários o benefício simbólico de estarem mais próximos do ideal humano, o branco.
Apesar de, neste novo censo de 2010, o quesito "cor ou raça" sair do Questionário da Amostra e passar a ser investigado também no Questionário Básico, cobrindo toda a população recenseada , ainda há um longo caminho da superação do racismo para que todos e todas respondam pela dignidade e pelo reforço da auto-estima de pertencerem a um grupo étnico que só tem feito contribuir eficiente e eficazmente para o desenvolvimento do País.
Ao contrário do que propõe as "assertivas" de exclusão, a identificação da população negra se faz necessária sempre e a cada vez para que se constate em números (como gosta o parâmetro científico) o racismo histórico que ainda está perpetrado sobre a população negra. Só depois que alcançarmos a liberdade de fato é que as anotações étnicas passarão a ser fatores que dizem respeito exclusivamente à cultura. Enquanto estivermos, como estamos hoje – após 122 anos da abolição da escravatura – vivendo uma abolição não conclusa, precisaremos reafirmar nossa etnia do ponto de vista político; econômico; habitacional; na área da saúde; na área da educação; nas condições de supressão da liberdade que não se dá apenas aos presidiários, mas a pais e mães que clamam por políticas para garantir que seus filhos e filhas possam crescer com dignidade e sem ameaças.
A proposta do IBGE de tirar a "fotografia" mais nítida o possível do Brasil, ainda está longe de ser alcançada!
E a luta do povo negro não termina! O racismo é tão implacável que, a cada etapa alcançada, um novo desafio se apresenta!
Para este ano, novamente o Movimento Negro está em campanha, em nível nacional! E, agora, é para que todos aqueles que são RELIGIOSOS de Matrizes Africanas respondam sem qualquer dissimulação: "Quem é de Axé diz que é!" (**)
O quesito "religião ou culto" continua no Questionário de Amostra e tem campo aberto para que o recenseador ou a recenseadora anote a "religião ou culto" declarado pelo cidadão, pela cidadã.
Tanto no quesito "cor ou raça" para todos (no Questionário Básico); quanto no quesito "religião ou culto" para alguns que responderão o Questionário Amostra, a população negra e seus descendentes estão conscientes de que suas palavras precisam ser firmes e que devem estar atentos para que a anotação seja feita sem qualquer margem de erro em relação ao que declarou.
Já se justificou essa omissão do quesito "cor" por um possível empenho do regime republicano brasileiro em apagar a memória da escravidão. Entretanto, parte da explicação pode vir do incômodo causado pela constatação de que nossa população era marcada e crescentemente mestiça, enquanto as teses explicativas do Brasil apontavam para os limites que essa realidade colocava à realização de um ideal de civilização e progresso.
Não temos qualquer dúvida de que a resistência em tratar de raça-cor e em tudo o que a discussão implica – como políticas de reparações, com fundo para superação do racismo histórico – é a mesma que teremos de enfrentar no tratamento das Religiões de Matrizes Africanas. Não dissimular a declaração de RELIGIOSO ou RELIGIOSA de Axé, trazidas e preservadas como memória ancestral por aqueles e aquelas que resistiram à travessia e morte nos porões dos navios tumbeiros é dignificar a humanidade que por princípio e necessidade é diversa e assim deve permanecer.
A poligenia está superada! As evidências de que a humanidade surgiu no continente africano são cada vez em maior número e com rigor científico sempre mais acurado. O conceito de raça não tem o menor sentido, dizem nossos opositores, no afã de jamais ceder o lugar histórico de conforto a que estão acostumados! Enquanto não repararmos o estrago que o uso histórico do conceito fez a cidadãos e cidadãs que hoje são em mais de 50% da população, qualquer discussão conceitual será apenas a má retórica que tenta persuadir para continuar reinando.
Por isso,
Não vamos deixar nossa cor passar em branco!
E vamos dizer que somos de Axé!
"Quem é de Axé diz que é!"




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segunda-feira, 21 de junho de 2010

ao ESTATUTO DO DEM Diga



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Walter Rui Pinheiro <okurindudu@gmail.com>
Data: 21 de junho de 2010 09:30
Assunto: Fwd: Diga não
Para:


Contra o Entreguistas da SEPPIR, diga NÃO a este Estatuto!!! (por Roque Peixoto)


Lembro de quando em 2003, estávamos discutindo a necessidade do Estatuto da Igualdade Racial ter um Fundo para que fosse possível a real Reparação das mazelas sofrida pela população negra brasileira. Lembro que o DEM, ainda PFL, dizia que o Estado não poderia destinar recursos públicos para uma "pequena parte" dos brasileiros.


Lembro ainda que em 2004, já com alguns conchavos acontecendo contra o Estatuto, dizíamos durante o Iº Seminário sobre Políticas Públicas para a Juventude Negra, o qual coordenei, que o Estatuto para nós só prestava se fosse com o Fundo de Promoção da Igualdade Racial.


Lembro que tínhamos uma SEPPIR fortalecida. Uma SEPPIR que tinha DIREÇÃO. Que não topava acordos onde apenas nós perderíamos. Era uma SEPPIR que não tinha medo do enfrentamento. Era uma SEPPIR pautada pelos Movimentos de Promoção da Igualdade Racial e de Combate ao Racismo. Era a SEPPIR dos Babás e das Ebomes. Era a SEPPIR da Juventude Negra. Era a SEPPIR do Movimento Negro. Era uma SEPPIR com a "Cara" do Governo Lula. Mas ainda havia gente que dizia que a companheira Matilde não era de luta. Será? E agora José?


O que acabamos de ver nos últimos dias teria sido anunciado na ultima CONAPIR. Mas como ainda estávamos achando que a SEPPIR era aquela que topava primeiro dialogar e compor com os Movimentos Sociais Negros, apresentamos uma proposta sobre o Estatuto onde imaginávamos que as deformações que o mesma já havia sofrido, não se aprofundariam mais.


O que acabamos de ver nestas ultimas semanas, foi o reflexo de uma SEPPIR que não dialoga com o Movimento Negro. De uma SEPPIR entreguista. Acabamos de ver dirigentes de um Ministério que apenas estão preocupados com a pose para a foto. E que explicitamente se traduz o comportamento com uma deixa: O MOVIMENTO NEGRO QUE SE LIXE! Juro que ouço a voz dos dirigentes da SEPPIR me dizendo isso. Mesmo que eles não tenham dito em lugar nenhum. Aliás, nem para a imprensa eles disseram nada. Será que estão com vergonha?


Este não é e nunca foi o nosso Estatuto da Igualdade Racial. Mas com certeza, é a reedição da Lei Áurea. Só que dessa vez, apoiada e transcrita pelas mãos do carrasco. Ou o que parece o DEM-óstenes Torres?


Para nós o que ainda resta é articular uma grande mobilização nacional para que o Presidente Lula não sancione essa deformação que os dirigentes da SEPPIR, em parceria com o DEM, querem chamar de Lei. É preciso que enviemos mensagens para a Presidência da República repudiando esse acordo. Denunciando que este não é o Estatuto que o Povo Negro Brasileiro quer. E denunciando que quem defende este Estatuto do DEM está conjuminado com a direita reacionária racista deste país. Não há divisão no Movimento Negro. O que há é o Movimento Negro de Massas e que faz o enfrentamento real neste país e do outro lado, os oportunistas entreguistas conjuminados com o DEM.


Como ainda me restam forças e não me sinto derrotado nesta guerra, estarei perturbando o juízo deste povo como um Egum em polvorosa.


Ainda me resta força. Ainda me resta vontade. E tenho certeza que se hoje estou aqui, só devo aos Quilombos, à minha avó Mariá e a Zumbi.


Com sangue nos olhos e muita raiva deste acordo inescrupuloso, termino este round.


Saudações Quilombolas e Socialistas! !!

Roque Peixoto
Coordenação Nacional de Entidades Negras - CONEN
Secretário Adjunto de Combate ao Racismo do PT-Ba
Membro do Coletivo Nacional de Combate ao Racismo do PT

--
Atenciosamente;
Cristiele França

--
atenciosamente

Walter Rui

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Atenciosamente, 
Valdo Lumumba
Religioso do Candomblé
Coordenação do Fórum de Entidades do Subúrbio Ferroviário - FES
Diretoria da Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio- RREMAS
Filiado ao Partido do Trabalhadores desde 1982
Fundador do Instituto Cultural Steve Biko
Cientista Social

domingo, 20 de junho de 2010

Re: RACISMO NA COPA DO MUNDO

por Luiz Carlos Azenha

"O negro é cientificamente mais forte", disse um ilustre comentarista, em tom de elogio, a respeito da seleção da Costa do Marfim. Um narrador chegou a sugerir que sobra força física mas falta inteligência aos times "africanos", razão que estaria na base do suposto fracasso das seleções do continente em avançar para a segunda fase.Bem-vindos à cobertura da Copa do Mundo da África do Sul.


Curiosamente, nos dois casos, provavelmente sem saber os "profissionais" reproduziram teorias cujo objetivo era fornecer justificativa intelectual para a ocupação física da África pelo colonialismo europeu.


Resumindo grosseiramente, essas teorias pregavam a superioridade natural dos europeus brancos sobre os nativos, que seriam "fortes", mas "preguiçosos", "lascivos" e "intelectualmente inferiores". Essas
constatações serviam, naturalmente, para justificar as ações europeias na África: o controle das terras, dos recursos naturais e a utilização dos negros "fortes" como mão-de-obra escrava ou semi-escrava.
Justificavam, inclusive, o controle das rebeliões da mão-de-obra com o uso de métodos violentos (no Congo, os agentes do rei belga Leopoldo cortavam as mãos dos trabalhadores que não cumpriam as cotas de extração
de borracha natural).


Os negros, afinal, não eram apenas atrasados. Eram bárbaros, representavam com sua "lascividade" uma ameaça física às mulheres brancas, símbolo máximo da "pureza" da civilização europeia, especialmente na era vitoriana. Vem daí o mito do superpoder sexual dos homens negros (assim como, na Segunda Guerra Mundial, a propaganda americana espalhou o mito de que os orientais são sexualmente pouco dotados em termos de centimetragem).


Para justificar a barbárie, surgiram pseudociências como a frenologia, que pretendia comprovar que as características de um ser humano podiam ser definidas pelas formas da cabeça. Os "cientistas" passaram a se dedicar, por exemplo, a medir o tamanho da cabeça de brancos e negros, encontrando nestes desenhos cerebrais que eram "prova definitiva" de sua inferioridade. Quando os alemães ocuparam as terras
do povo herero, no que hoje é a Namíbia, por exemplo, provocaram uma rebelião que foi esmagada com uma guerra de extermínio e a implantação de campos de concentração para a população civil. Destes campos sairam dezenas de cabeças de prisioneiros mortos, remetidas para a Alemanha para "estudos científicos".


Assim como os campos de concentração foram primeiro implantados na África (pelos britânicos, na guerra contra os bôer, pelo controle do que hoje é a África do Sul), as teorias que mais tarde seriam aplicadas por
Josef Mengele em Auschwitz foram "testadas" pelo pai da eugenia, o médico e antropólogo alemão Eugen Fischer, na África.


Dizer, hoje em dia, que todos os africanos são fortes a partir do exemplo de 11 jogadores da seleção da Costa do Marfim é o mesmo que presumir que todos os estadunidenses são gigantes a partir da observação
de um jogo de basquete entre os Lakers e os Celtics. Embora os brasileiros dominem há anos as competições de vôlei masculino, não há nenhuma razão para acreditar que sejamos "naturalmente dotados" para a
prática do vôlei.


O que os nossos comentaristas, narradores e "jornalistas" deveriam se perguntar é razoavelmente óbvio: por que a seleção da Costa do Marfim é musculosa assim? Será que os africanos nascem com aqueles biceps e
triceps "naturalmente" desenvolvidos?


Talvez eles encontrassem explicação no fato de que os jovens jogadores de futebol de alguns países da África — Camarões, Gana e Costa do Marfim, por exemplo — mal fazem estágio em equipes locais antes de
ir para a Europa. Muitos destes jogadores são recrutados na pré-adolescência por caça-talentos que servem a escolinhas de formação de jogadores. No caso de Costa do Marfim, por exemplo, a escolinha mais
importante do país vende um jogador jovem (18 a 21 anos de idade) para times de segunda ou terceira divisão da Europa por cerca de 600 mil dólares. Como o contato físico no futebol europeu é tido como uma
característica do jogo, é apenas natural que tantos os preparadores quanto os próprios atletas trabalhem para "bombar" o físico. Não é diferente com jogadores brasileiros (vide a transformação física do
Ronaldo, por exemplo). Muitas vezes um bom jogador brasileiro, como o Neymar, é tido como "muito franzino" para enfrentar o rigor do futebol europeu. E tome musculação, para não falar em hormônios e outros métodos
clandestinos.


Pessoalmente acredito que essa é uma tendência suicida para o futebol arte: a produção em massa, em todo o mundo, de super-atletas destinados a suprir as necessidades de mão-de-obra das ligas europeias, jovens
precocemente "bombados" e com pouco domínio dos fundamentos básicos do futebol (notem a qualidade bisonha dos chutes a gol na Copa do Mundo da África do Sul). Mas isso é outro assunto.


O que espanta, mesmo, é ver gente com alto poder de influência sobre o grande público repetir, em pleno século 21, preconceitos que nasceram de teorias racistas do século 19. São, afinal, apenas dois séculos de
atraso.


Fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/e-depois-ainda-dizem-que...

Título original: E depois ainda dizem que Dunga é o atrasado

Tags: copadofutebolmundo



RACISMO NA COPA DO MUNDO



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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Re: FUNDAÇÃO OFICIAL DA RREMAS




ÀS LIDERANÇAS RELIGIOSAS DO SUBURBIO E ADJACÊNCIAS

Salvador/Ba

assunto: OFICIALIZAÇÃO DA RREMAS

 

Estimada Liderança Religiosa, Irmãs e irmãos no Axé,

 

            Ao cumprimentar-lhe manifestamos votos de saúde e vida longa e pedimos sua Benção;

Estamos vivendo dias muito assustadores: terreiros invadidos por traficantes, líderes religiosos sendo assassinados, manifestações de intolerância religiosa por parte de neo-pentecostais; a nossa juventude sendo exterminada por bala ou por droga e como se não bastasse precisamos estar organizados enquanto segmento religioso para exigir do Estado que as leis sejam cumpridas a  nosso favor.

 

O positivo disto é que podemos trilhar um novo caminho para o Povo de Terreiro, onde junto com outras Centrais Religiosas (ACBANTU, ACOMA, CEN, FENACAB, AFA, NAFRO-PM, SIOBÁ e outras) _ como tem sido as Caminhadas contra a intolerância, a exemplo da que realizamos em 8 de novembro passado em PARIPE _ possamos dar as mãos para nos tornar mais fortes, para sermos UM CÔRO DE VOZES diante da Sociedade e contra os problemas que geram para nós; assim como possamos nos fortalecer também em Seminários e grandes encontros que discutam assuntos do nosso interesse para o nosso crescimento e elevação espiritual, que vão se somar ao que já recebemos de Axé, de Nguzu, em nossas Roças..

Portanto, desejamos INFORMAR a Vossa Senhoria e a sua Casa que no próximo dia 29 de maio, das 8hs ás 11h30hs (manhã), estaremos finalmente oficializando a existência desta Rede Religiosa, aprovando o regimento interno  anexado a esta carta, escolhendo a 1ª Diretoria e listando algumas das ações que poderemos desenvolver ainda este ano.

 

Contamos com sua presença ou de representante,

 

Que os Caboclos, Orixás, Voduns e Inquices,

protejam e abençoem a todas e todos de sua Casa

Lembrete:

O quê – Reunião de FUNDAÇÃO OFICIAL DA RREMAS;

Quando – 29 de MAIO, (um SÁBADO) das  8h00 da MANHA ás 11h30;

     Onde – Ilê Axé Ogodo Olonan – Casa de Bebete de Xangô

                        Rua rio Madeira,247, Itacaranha -  3398-3093


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Convite pessoal de Valdo Lumumba

Se você não conhece Valdo Lumumba, ignore esta mensagem de email.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fwd: : Diga que é filho de Oxalá - Jaime Sodré



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Walter Rui Pinheiro <okurindudu@gmail.com>
Data: 11 de maio de 2010 12:10
Assunto: Fwd: : Diga que é filho de Oxalá - Jaime Sodré
Para: Lugana Olaiá Santos Pinheiro <luganaolaia@hotmail.com>, iuripinheiro@gmail.com, jvteixeira_5@hotmail.com








Diga que é filho de Oxalá
o texto esta no link http://cenbrasil.blogspot.com/2010/04/diga-que-e-filho-de-oxala.html

Posted In: CENSO 2010  , Notícias  , Projetos e Ações  , Religiões de Matriz Africana  . By Y.Valentim

Publicado em A Tarde 15/04/2010

Jaime Sodré

Professor universitário, mestre em História da Arte, doutorando em História Social

sodre@atarde.com.br  não e o sim têm as suas razõeshistóricas.

Não se trata de uma simples concordância ou uma rejeição ao sabor da vontade pessoal ou coletiva, desprovida de conteúdos significativos, mas das ações de forças poderosas, construtoras dos fatos, como resultado das relações e tensões densas ou harmônicas dos atores sociais. Assim, o nosso imperador mandou "dizer ao povo que fico", num episódio de afirmação, ou seja, o sim, que entrou para a história como o Dia do Fico. Mas Pedro, o outro, no episódio bíblico negou Cristo, não só uma vez, e sim nas reiteradas "três vezes". Negar é dizer não.

Motivações não lhe faltariam? Não cabe aqui julgá-lo.

Nos episódios revolucionários, em defesa dos seus pescoços, provavelmente silenciando ideias verdadeiramente nobres, inconfidentes baianos ou mineiros disseram não, mas a Coroa disse sim à execução de alguns dos nossos heróis. Maria Quitéria negou a sua condição feminina, transitória em farda masculina, no desejo de servir ao imperador. Os tentáculos da opressão operam milagres nefastos, cruéis, e muitos, sobre este espectro do ódio, da dor e da perseguição, na tortura, enfim, disseram não ou talvez sim? Caetano cantou "é proibido proibir" dizendo que a "mãe da virgem diz que não".

Mas o que pode soar como uma inoportuna "lenga-lenga" justifica-se para abordar o que segue. De há muito o corpo religioso do segmento de matriz africana escondia-se em um "não", e para um exercício razoável dos rituais sagrados do candomblé, buscava-se o "sim", a possível realização, ocultando-se no "sincretismo", um disfarce em tempos opressores.

Mais tarde, embora o Estado dissesse não, em uma ação de perseguição inolvidável, invadindo templos, o "sim", ou seja, o exercício dos rituais litúrgicos só se fazia mediante autorização policial. A campanha depreciativa, sistemática, contra o candomblé, impondo-lhe proximidade com a barbárie e a feitiçaria, fizera muitos negarem sua vinculação religiosa de base africana, a sua filiação legítima.

Presenciei, em tempos de outrora, veneráveis personalidades do povo-de-santo não exibindo as suas contas sacrossantas por temer censura ou embaraços. Não seria incomum neste contexto histórico que muitos se afirmassem católicos. Mas, afinal, o dia da assunção plena, dizendo "alto e bom som" a sua verdadeira convicção religiosa, chegara.

Reunidos no Teatro Gláucio Gil, coordenada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e pela Superintendência de Direitos Humanos Coletivos e Difusos (Superdir), foi lançada a campanha "Quem é de Axé diz que é!" Razões históricas amparam esta iniciativa, mas, muito além do lançamento desta campanha, fora assinado um convênio entre a Superdir e a Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Seppir) que objetiva a criação do Centro de Referência de Enfrentamento à Intolerância Religiosa e a Promoção dos Direitos Humanos e do termo de compromisso para catalogação das peças religiosas de matriz africana que foram aprisionadas entre os anos 30 e 40, principalmente.

O lançamento da campanha foi comemorado com alegria, um grupo de ialorixás e babalorixás presentes vibrou em cortejo.

Creio que para o coordenador geral do CEN, e demais nobres fiéis realizadores e colaboradores, o momento é de grande e ampla divulgação, por isso, sirvo-me deste espaço para dar "a boa nova".

Chegou o momento de o "sim" vencer o "não", o momento de assumir, sem receio, o que a lei e a fé nos permitem. Deste modo, quando o rapaz ou a moça do IBGE bater na sua porta, receba-o bem, com educação; dê-lhe água fresquinha, pois a sua tarefa é árdua; sirva-lhe um cafezinho, feito na hora; quem sabe, biscoitos, banana frita ou acarajé e abará.

Mande-o sentar, e ao ser perguntado sobre a sua religião, não tema, diga e repita, para que ouça bem e com cslareza: "Meu nego, eu sou filho de Oxalá". "Minha filha, eu sou do candomblé, sou do Axé, e você? Anote aí. Que ele mesmo te proteja e te livre das horas más. Vá na paz de Oxalá. Que ele mesmo abençoe a você e todos os seus, lembrança, e apareça! Mas aproveite também para participar, caso o seu tempo permita, dos grupos de gestão do Censo. Há inclusive, a possibilidade de responder no próprio site do IBGE".

Quando o IBGE perguntar sobre sua religião, diga com clareza: "Eu sou do candomblé, sou do Axé!



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atenciosamente

Walter Rui



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QUE AS FORÇAS POSITIVAS DO UNIVERSO ESTEJAM EM TODOS OS SEUS DIAS.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Traficante que matou ogã em Fazenda Coutos é preso



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Walter Rui Pinheiro <okurindudu@gmail.com>
Data: 28 de abril de 2010 08:22
Assunto: Fwd: Traficante que matou ogã em Fazenda Coutos é preso
Para:







 
 

O traficante Leandro de Carvalho Maciel, de 25 anos, foi preso No bairro de Fazenda Coutos na tarde desta terça-feira (27), acusado da morte do Ogã do Terreiro Ilê Axé Jilewa,  Claudionor Fagundes da Cruz. De acordo com o delegado titular da 5ª delegacia, em Periperi, Deraldo Damasceno, ele faz parte da quadrilha do traficante conhecido como "Dando" que comanda o tráfico na área e teria encomendado a morte do Ogã e amaeaçado as cerca de 40 pessoas que deixaram o bairro por medo das ameaças do traficante.



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Atenciosamente;
Cristiele França



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atenciosamente

Walter Rui



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QUE AS FORÇAS POSITIVAS DO UNIVERSO ESTEJAM EM TODOS OS SEUS DIAS.

sábado, 24 de abril de 2010

LEIA E SE MANIFESTE - ISSO FAZ A DIFERENÇA!!!

REPUDIO A DECLARAÇÃO PRECONCEITUOSA DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE COLOMBO/PARANÁ

Colombo, 21 de abril de 2010.

“Amanhã virá a reivindicação para o cargo de pai de santo, piloto de disco voador e outros.”

Essa é a forma de expressão do pensamento dos trabalhadores em educação da cidade de Colombo, cidade metropolitana de Curitiba/Paraná referindo-se aos lideres praticantes da religião de matriz Africana quando em manifestação contra a criação do cargo público de teólogo na Prefeitura de Colombo.

Aqui não procuramos questionar a criação do cargo ou não e sim a forma desrespeitosa com a qual se referiu ao religioso classificado como Ministro de Culto.

A Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, instituída por portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares.

E nela encontramos a seguinte classificação para os sacerdotes africanistas e outros:

2631 :: Ministros de culto, missionários, teólogos e profissionais assemelhados

Títulos

2631-05 - Ministro de culto religioso

Abade, Abadessa, Administrador apostólico, Administrador paroquial, Agaipi, Agbagigan, Agente de pastoral, Agonjaí, Alabê, Alapini, Alayan, Ancião, Apóstolo, Arcebispo, Arcipreste, Axogum, Babakekerê, Babalawô, Babalorixá, Babalossain, Babaojé, Babá de umbanda, Bikkhu, Bikkuni, Bispo, Bispo auxiliar, Bispo coadjutor, Bispo emérito, Cambono , Capelão, Cardeal, Catequista, Clérigo, Confessor, Cura, Curimbeiro, Cônega, Cônego, Dabôce, Dada voduno, Daiosho, Deré, Dirigente espiritual de umbanda, Diácono, Diácono permanente, Dom, Doné, Doté, Dáia, Egbonmi, Ekêdi, Episcopiza, Evangelista, Frade, Frei, Freira, Gaiaku, Gheshe, Gãtó, Humbono, Hunjaí, Huntó, Instrutor de curimba, Instrutor leigo de meditação budista, Irmã, Irmão, Iyakekerê, Iyalorixá, Iyamorô, Iyawo, Izadioncoé, Kambondo pokó, Kantoku (diretor de missão), Kunhã-karaí, Kyôshi (mestre), Lama budista tibetano, Madre superiora, Madrinha de umbanda, Mameto ndenge, Mameto nkisi, Mejitó, Metropolita, Meôncia, Ministro da eucaristia, Ministro das ezéquias, Monge, Monge budista, Monge oficial responsável por templo budista (Jushoku), Monsenhor, Mosoyoyó, Muzenza, Muézin, Nhanderú arandú, Nisosan, Nochê, Noviço , Oboosan, Olorixá, Osho, Padre, Padrinho de umbanda, Pagé, Pastor evangélico, Pegigan, Pontífice, Pope, Prelado, Presbítero, Primaz, Prior, Prioressa, Pároco, Rabino, Reitor, Religiosa, Religioso leigo, Reverendo, Rimban (reitor de templo provincial), Roshi, Sacerdote, Sacerdotisa, Seminarista, Sheikh, Sokan, Superintendente de culto religioso, Superior de culto religioso, Superior geral, Superiora de culto religioso, Swami, Sóchó (superior de missão), Tata kisaba, Tata nkisi, Tateto ndenge, Testemunha qualificada do matrimônio, Toy hunji, Toy vodunnon, Upasaka, Upasika, Vigário, Voduno ( ministro de culto religioso), Vodunsi (ministro de culto religioso), Vodunsi poncilê (ministro de culto religioso), Xeramõe (ministro de culto religioso), Xondaria (ministro de culto religioso), Xondáro (ministro de culto religioso), Ywyrájá (ministro de culto religioso)

2631-10 - Missionário

Bikku - bikkhuni, Jushoku, Kaikyôshi, Lama tibetano, Missionário leigo , Missionário religioso , Missionário sacerdote, Obreiro bíblico , Pastor, Pastor evangelista, Swami (missionário), Sóchó, Zenji (missionário)

2631-15 - Teólogo

Agbá, Bokonô, Consagrado , Conselheiro correicional eclesiástico, Conselheiro do tribunal eclesiástico, Cádi, Especialista em história da tradição, doutrina e textos sagrados, Exegeta, Imã, Juiz do tribunal eclesiástico, Leigo consagrado , Mufti, Obá, Teóloga, Álim

Por isso é inadmissível a total falta de conhecimento da parte dos profissionais em educação a classificação dos inúmeros religiosos reconhecidos pelo departamento que regula as profissões e ocupações no país (Ministério do Trabalho e Emprego).

Profissionais estes responsáveis pela educação das nossas crianças em Colombo que em descumprimento da lei nº 10639/03 através de declarações como estas expressam suas reais formas de “educar”, promovendo o preconceito religioso na formação do ser humano.

A Constituição Federal proíbe tal procedimento, mas isso é totalmente ignorado por estes

Nós sacerdotes e praticantes dos cultos de matriz Africana repudiamos e exigimos retratação pública por parte do responsável deste sindicato e a revisão dos seus conceitos na educação nessa Cidade.

Por isso solicitamos o apoio de todos os praticantes, movimentos de cultura Afro Descendente, Federações, Associações, e simpatizantes dos cultos de Matriz Africana. Segue em anexo cópia da referida manifestação.

Babalorisa Jorge Kibanazambi

Iyalorisa Imajanire

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Na dificuldade de postar aqui a íntegra do documento do sindicato, posto seu endereço e telefones _ APMC- Sindicato dos Trabalhadores em Educação, da Cidade de Colombo-Paraná, CEP 83 414-210-PR, Rua Pedro Pavin, 935-Centro; fones: (41)- 3656-3336, 3656-5999, 8871-9885;

além disso deixo meu e-mail - valdolumumba21@gmail.com - a disposição para quem quiser receber a referida íntegra, peça-me que respondo com DOC anexado.

É importante que cada pessoa se manifeste contra cada gesto, CADA AÇÃO,cada frase ou palavra mal dita, cada ofensiva que desfiram contra nossa Religiosidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CARNAVAL, JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO E POLÍTICA

Desejo muito registrar neste texto as ansiedades que tenho sentido neste momento de nosso tempo e de minha vida em particular. Tantas situações, tantas mudanças, tantos acontecimentos, mas também tantos comportamentos antigos em pessoas que achávamos: iam fazer a diferença.

Simultaneamente estamos mergulhados, mudando apenas a intensidade da participação, em três grandiosos eventos: o carnaval, os jogos olímpicos de inverno no Canadá e a Política. Aqui, no nosso lugar, está a maior festa de participação popular de rua, é claro disputando o título com outros locais como Recife e Rio de Janeiro. Mas não vou entrar no mérito, tampouco nas especificidades de cada lugar. Por não estar motivado a “brincar” o carnaval, acabei ficando em casa a maior parte dos dias "de momo". Aliás, a cada dia que passa a política, o que ela é e, o que se faz em torno dela, suas conseqüências para as nossas vidas, me deixam profundamente reflexivo diante das mais diversas manifestações populares, onde se reúnam grandes contingentes entretidos com uma situação proposta: seja cultural, seja política. Não consigo apartar o meu olhar dos momentos na história da humanidade, onde podemos ler, ver e extrair os comportamentos de dominação de grupos sobre outros; de brancos sobre negros, de homens sobre mulheres, daqueles que dentro de suas próprias etnias se destacam: pela força e autoritarismo, ou pela autoridade, conquista dos corações através de um apelo apaixonado por justiça, pelo que é certo, pela liberdade; através de uma conduta forte, determinante e exemplar nestes argumentos. Fico intrigado, pensando os porquês das coisas. Pensando como devo me conduzir diante do que vejo, das conclusões que tenho dos diversos comportamentos que me cercam, na nossa terra; pensando quanto tempo eu já perdi e quanto tempo me resta.

Olho para a história dos povos africanos, lá e aqui; dos ascendentes e de nós descendentes. Fico a pensar o quanto temos reproduzido ou aceitado os modelos de reprodução de um poder branco, enquanto sistema de pensamento. Quando não são brancos os seus gestores, coisa que representa a maioria das vezes, são negros com aquele modelo. Não quero dizer com isto que todo branco é em si mesmo portador desse sistema; mas que parece ficarem mais a vontade para reproduzi-lo, visto que não conseguem ter a subjetividade de quem sofre na pele o chicote histórico que legou a determinados segmentos uma posição de desvantagem. Estamos vivendo um governo na Bahia que elegemos em primeiro turno, que representa uma vitória dos movimentos sociais, inclusive o Movimento Negro; mas que suscita necessidade de profundas análises sobre vitórias ou fracassos no que se pretendia. Sem querer se simplório, devo afirmar tem havido ganhos, mas também nunca foram tantos jovens negros e negras assassinados; e para mim não importa de onde sai o tiro, mas importa o que sai da boca dos que governam. Porque “a boca revela do que está cheio o coração”. Se não estivesse a morrer a juventude negra, mas a branca de classe média, sem dúvida, todos os responsáveis já teriam sido pegos, principalmente aqueles que estão nas estruturas de poder do Estado. Pesadas políticas, com grandes somas do recurso publico estariam sendo aplicadas, para contornar as motivações externas ao controle do Governo. Mas infelizmente, “a carne mais barata do mercado é a carne negra”; espero chegar o dia em que todas as carnes sejam para todos muito caras.

Assistindo a abertura dos jogos olímpicos de inverno, na noite de Sexta-feira de carnaval, das tantas coisas que me passaram pela cabeça, duas quero destacar: uma delas, o Paulo Henrique Amorin, da Record, fez referência: em 2016 serão as olimpíadas de verão aqui no Brasil e, nas palavras dele, as quais em parte passaram à minha cabeça, “que o governo brasileiro possa considerar o multiculturalismo e a formação do povo brasileiro”. Só este pensamento daria uma tese de douramento, visto a profundidade do tema. Até que ponto os mandatários de qualquer partido hoje, da situação ou da oposição, orgulham-se ou constrangem-se pela história do Brasil? Um dos comentaristas da referida cobertura, citou que hoje no Canadá só haviam 750 mil “Aborígenes” (numa comparação histórica são tidos como os índios brasileiros) e “nós temos mais índios que eles”; ainda acrescentou “nós não tratamos os nossos índios, como os canadenses tratam os deles”; mas parou por aí! Falaram da tradição remota daquele país que é o tambor (solitário) e disseram que nós também passamos por aí, sendo que com mais de um tambor; entretanto, não consegui perceber em suas falas referências aos povos africanos “trazidos’ para o Brasil. A festa olímpica canadense, considerou fortemente suas origens e destacou sua formação com quatro povos iniciais, inclusive tendo no grupo de chefes de estado, naquela cerimônia de abertura, a presença dos líderes políticos destas nações. Coisa inédita!

Meu segundo destaque é para realidade de extermínio que vive nossa juventude negra no Brasil, especialmente na Bahia e Rio de Janeiro e provavelmente Maranhão também. Faltam 6 anos para os jogos olímpicos. Quantos jovens perderemos daqui para lá? Quantos jovens poderemos salvar com a política certa, que articule incentivo ao esporte e transferência de renda? E quem está pensando nisto? Geralmente os países anfitriões apresentam as maiores delegações e investem para que o maior número de medalhas conquistadas permaneçam ali. Na verdade, faz muito tempo que reflito sobre o quê poderia retirar as pessoas da trajetória do tráfico e da criminalidade, ou pelo menos ser oferecido como alternativa promissora à juventude, em especial á juventude negra; vítima histórica do descaso público, do esvaziamento de recursos sobre os instrumentos de educação e mesmo esporte e lazer (até no tocante a sua concepção), instrumentos que tiveram no passado numa rota de acesso crescente do referido segmento.

Estou convencido de que é o momento dos movimentos sociais, dos que estão dentro da estrutura dos governos, e aí quero me concentrar na Bahia _ dadas as condições de hegemonia política da “esquerda” _ de pensar profundamente sobre esta via. Recebi um e-mail, sobre o quanto foi investido nos blocos temáticos de africanidade, para o carnaval 2010. Achei louvável, os trios recebem muito mais. Porém é inédito. Contudo, no máximo, os lucros ficam com os donos dos Blocos, muito justo para alguns, que trabalham o ano inteiro em causas sociais pela juventude, sem salário, sem ajuda de custo, somente pelo compromisso visceral. Justo também para outros que apenas fazem o carnaval. Se os brancos ganham dinheiro publico para isso, porque os negros também não podem. Entretanto, não chegam à ponta do grosso da comunidade negra. Haverá um lucro simbólico, para a cultura e para a demarcação de território, mas pouquíssimos, se é que haverá algum, investirão nas comunidades o que ganharam com seus blocos, a ponto de manter um numero significativo de jovens fora da “mira” do cemitério.

Aí, finalmente, fortalece minha reflexão sobre a política, fechando a tríade do meu pensamento neste texto. No Fórum Social Mundial Temático-Bahia, ocorrido entre os dias 29 a 31 de janeiro último; TIVE O PREVILÉGIO DE MEDIAR UMA MESA, construída pela Secretaria da CUT de combate ao racismo, sobre “NEGRAS E NEGROS NO PODER, AVALIAÇÃO E DESAFIOS”, dentre outros nomes importantes na Cidade, estava o do Professor Hélio Santos, que fez uma indagação no mínimo preocupante: “por que os negros no Brasil votam em seus inimigos?” Dentro da própria reflexão o professor destacou que a população negra tem votado em pessoas que os traem depois; mas continuam votando neles! Bem, sabemos os motivos e os jogos de manipulação aos quais estamos todos submetidos, em menor ou maior grau. Sabemos dos jogos de interesses pessoais que orbitam as cabeças da militância, muitas vezes até em função da sobrevivência. Mas principalmente, sabemos o quanto a “população simples” é estimulada e doutrinada todos os dias a pensar que “política é isso mesmo”! Que qualquer um que “entre” (como se fosse possível viver fora dela), “vai fazer as mesmas coisas”! “Vai procurar se dar Bem!” Então o quê o professor levantou não deveria me chocar... Mas, por quê chocou?


As pessoas para quem escrevo este texto, não são aquelas que ainda precisam passar por uma formação para saber o que é política, para compreender que tudo é política e para discordar dos que definem política pelo pragmatismo do “só faço se tiver ganhos para mim, meu grupo, meus projetos”; os que a definem como lugar onde se pode ou se deve fazer carreira profissional e não, antes de tudo, estar a serviço de uma vontade coletiva.

Sempre tive nojo dos deliberadamente descompromissados, dos manipuladores, dos “capitães do mato”, dos traidores, dos que se vendem e vendem seu povo, não importa o sexo ou a preferência afetiva. Tenho sido tomado por uma prática incontrolável de romper com quem passo a classificar neste contexto, seja pessoa ou grupo.

2010, ano eleitoral, onde todos nós, de todos os segmentos, organizados ou não, subimos alguns degraus na escala de cidadania e voltamos a ser visibilizados. Mas subimos o suficiente para manter as lideranças de nossos destinos em outras mãos, sem ameaçá-las; às vezes até “mãos companheiras”, que vão definir por nós, pós pleito, os melhores caminhos, as melhores estratégias que devemos obedecer... Mãos que vão até nos afagar, contanto que nos mantenhamos em suas trincheiras. Esperando as migalhas. O meu entristecimento neste carnaval deve ser este, por ver ou perceber algumas coisas que uma parte não está vendo e me sentir só, como outros que já viram.


Valdo Lumumba
Carnaval de 2010
(escrito durante a madrugada de sexta para sábado)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SOBRE AS DECLARAÇÕES DE THAÍS ARAUJO

É pessoal, de fato infeliz e precipitada estas falas da Thais; típico de quem defende uma posição privilegiada e descompromissada da realidade em que está inserida. Tomara que o respeitadíssimo "Milton Gonçalves" converse com ela a tempo; ele QUE JÁ DEMONSTROU EM REDE NACIONAL TER CONSCIÊNCIA DO RACISMO MANIFESTADO PELA MÍDIA TELEVISIVA, inclusive o da sua empregadora, quando num destes "domingões" afirmou literalmente ao apresentador que gostaria de ver dançarinas negras também, que existem mulheres bonitas e capazes aos montes entre nós.
Diga-se de passagem, ele protagonizou um político corrupto (“Romildo Rosa”), Pai, numa família negra sem mãe, que tinha um filho drogado (“Didú”- Fabrício Boliveira), parasita, incompetente e a própria Thais representando um personagem "filha" (“Alicia”) desmiolada, mal caráter, amoral, quase prostituta, papel bastante estereotipado.
Lembro-me de uma outra novela em que sua personagem nem nome tinha, era só um apelido, “Preta”. Sempre com um “galã” branco (se é que não estou redundando, talvez bastasse falar GALÃ...).
Agora, é branco e velho; “coincidência” que se soma à novela que acabou de entreter a população na “conexão Brasil – Índia”: a lindíssima Atriz Juliana Alves interpretando “Suellen”, que casa-se com um outro branco velho, nada galã, apesar de Psiquiatra e interpretado por um ator famoso (Stênio Garcia).
Ali Kamel que fique aí se justificando, mas eles são racistas sim!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

QUANTO AO QUE DISSE O NADA IMBECIL CONSUL HAITIANO...

FOI AMPLAMENTE DIVULGADO O QUE DISSE O CONSUL HAITIANO, AQUI NO BRASIL, QUANTO AO TERREMOTO QUE DEVASTOU UMA PARTE DA ILHA E MATOU MILHARES DE PESSOAS, RELACIONANDO O FATO À RELIGIOSIDADE PREDOMINANTE. O CONTEUDO PODE SER VISTO NA ÍNTEGRA EM UM DOS VÍDEOS, NO INÍCIO DA PÁGINA, DESTE BLOG. AINDA ONTEM COMENTEI NUMA MATÉRIA E REPITO AQUI, MEU PENSAMENTO A CERCA DO MESMO DISCURSO RACISTA E PRECONCEITUOSO QUE CERTO PASTOR AMERICANO FEZ: É INTERESSANTE PERCEBER QUE NADA DISSERAM QUANDO O TSUNAME ATINGIU A ÁSIA VARRENDO DO MAPA MILHARES DE VIDAS INCLUSIVE DE TURISTAS BRANCOS DE TODA PARTE, MUITOS DELES FAZENDO TURISMO SEXUAL, COMO BEM SABEMOS; É INTERESSANTE NOTAR QUE NÃO TIVERAM A MESMA AVALIAÇÃO QUANDO OUTRAS CATÁSTROFES ATINGIRAM TERRITÓRIOS BRANCOS; OU MESMO QUANDO O FURACÃO KATRINA ATINGIU NEW ORLEANS, QUE EMBORA SEJA UMA CIDADE DE MAIORIA NEGRA, O CRISTIANISMO PAIRA POR LÁ; MAIS CURIOSO AINDA FOI PERCEBER QUE NADA FOI DITO NESTE SENTIDO QUANDO AS TORRES GÊMEAS FORAM AO CHÃO, JUSTO COMO EFEITO DA AÇÃO DOS Estados Unidos NO ORIENTE MÉDIO.

AGORA, SERÁ QUE O PASTOR E O CONSUL TÊM RAZÃO? PORQUE SE TIVER, CERTAMENTE, JESUS CRISTO E SATANÁS SÃO A MESMA PESSOA.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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